“Contar histórias é revelar segredos, é seduzir o ouvinte e convidá-lo a se apaixonar... pelo livro... pela história... pela leitura. E tem gente que ainda duvida disso.” (Grupo Morandubetá Contadores de Histórias)
Contar histórias é a mais antiga das artes. Nos velhos tempos, o povo se assentava ao redor do fogo para se esquentar, alegrar, conversar, contar casos. Pessoas que viviam longe da pátria contavam e repetiam histórias, para guardar suas tradições e sua língua.
Contar histórias tornou-se uma profissão em vários países, como a Irlanda e a Índia. Com o avanço da imprensa, os jornais e livros se tornaram grandes agentes culturais dos povos. As fogueiras ficaram para trás. Os velhos contadores ficaram esquecidos.
Mas as histórias se incorporaram definitivamente à nossa cultura. Ganharam as nossas casas, através da doce voz materna, das velhas babás e dos livros.
Nas sociedades primitivas esta atividade não possuía uma finalidade exclusivamente artística: tinha um caráter funcional decisivo, pois os contadores eram os que conservavam e transmitiam a história e o conhecimento acumulado pelas gerações, as crenças, os mitos, os costumes e os valores a serem preservados pela comunidade.
Durante séculos, foi através da realidade que a cultura popular se manteve sem pergaminhos ou iluminuras, mas na memória viva.
O que pretendemos com essa oficina é perpetuar a arte de contar histórias para o encantamento de nossos pequenos e nos permitirmos entrar no mundo da imaginação e da criatividade. Queremos que todos se apaixonem pelas fábulas e por elas vejam o mundo com um olhar de esperança.

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